Forças invisíveis atuam entre nós


Vivemos no meio de forças invisíveis das quais podemos perceber apenas os efeitos. Movemo-nos entre formas invisíveis cujas ações com muita freqüência simplesmente não percebemos, embora possamos ser profundamente afetados por elas.

Neste lado mental da natureza, invisível aos nossos sentidos, intangível aos nossos instrumentos de precisão, muitas coisas podem acontecer que não deixam de ecoar no plano físico. Há seres que vivem nesse mundo invisível como os peixes vivem no mar. Há homens e mulheres com mentes treinadas ou habilidades especiais que podem penetrar nesse mundo invisível como um escafandrista desce ao leito oceânico.

Há também ocasiões em que, tal como acontece a um país quando os diques marinhos se rompem, as forças invisíveis fluem para cima de nós e nos engolfam. Normalmente, isso não acontece. Somos protegidos pela nossa própria incapacidade de perceber essas forças invisíveis.

Há quatro situações, contudo, em que o véu pode ser rasgado e podemos encontrar o Invisível. Podemos nos achar num lugar em que essas forças estão conectadas. Podemos encontrar pessoas que manipulem essas forças. E podemos "também ir ao encontro do Invisível, guiados pelo nosso interesse por ele, e perder a nossa serenidade antes de saber onde estamos; ou podemos cair vítimas de certos estados patológicos que rasgam o véu. O limiar do Invisível é uma costa traiçoeira em que nos banhamos.

Há buracos, correntes e areia movediça. O nadador forte, que conhece a costa, pode arriscar-se com relativa segurança. O nadador inexperiente, que não ouve nenhum conselho a não ser seus próprios impulsos, pode pagar com a própria vida a sua temeridade. Mas não devemos incorrer no erro de pensar que essas forças invisíveis são necessariamente más e nocivas à humanidade.

Elas não são mais nocivas em si do que a água ou o fogo, embora sejam muito poderosas. Se vamos contra elas, o resultado é desastroso' para nós, pois quebramos uma lei da natureza; mas elas não existem para atacar-nos, assim como nós também não.

Autor: Dion Fortune
Livro: Autodefesa Psíquica

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