Soldadura perispirítica

No campo das obsessões, o perispírito também é utilizado como mecanismo de ação, podendo-se através dele entender como funciona este fenômeno. Nas mais variadas expressões obsessivas caracterizadas pela influenciação entre almas, sejam elas encarnadas ou desencarnadas, o intercâmbio se verifica em decorrência da proximidade da natureza da vibração dos indivíduos, que se utilizam do perispírito para estabelecerem o contato nocivo:

"A justaposição do agente ao paciente pode se verificar de tal forma, que os perispíritos parecem se interpenetrar, como a configurar uma quase fusão entre eles.                        
Esse processo, que, pela persistência dessa interpenetração psicossômica, pode ser chamado de Soldadura Perispirítica, acontece sob o comando magnético de terceiros - Espíritos treinados em tais perversidades -, ou por ação natural do próprio obsessor.

No primeiro caso, almas em desequilíbrio - inconscientes, até, do que ocorre, catalogando-se, entre elas, particularmente, as submetidas aos efeitos do monodeísmo - são magneticamente jungidas aos perispíritos das vítimas, provocando-lhes os mais graves desajustes psíquicos, responsáveis pelo surgimento dos numerosos distúrbios elencados em psicopatologia.                        
No segundo, a atitude mental vingativa do próprio obsessor, fechado em seu ódio contra o obsidiado - ontem, normalmente, seu cruel algoz -, leva-o a unir-se de tal maneira a este, que os perispíritos parecem como que soldados entre si". (Zalmino Zimmermann, Perispírito, Cap. XIV, p.409).     
                  

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