sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Allan Kardec

As obsessões espirituais precisam ser melhor investigadas pelos que as divulgam como causas de muitos dos sofrimentos humanos. O pesquisador francês Allan Kardec (1804-1869) chegou a classificá-las como simples (irradiação mental do obsessor), mediana (fascinação sobre a vítima) e complexa (subjugação total da vontade do obsediado).

Ocorre que a obsessão espiritual é profundamente mais complexa do que os três níves destacados por Kardec. Há processos meticulosos e extremamente ardilosos de influenciação mental e emocional, cuja detecção é quase inviável devido ao nível de consonância e ressonância com os próprios sentimentos e desejos do obsediado.

Há milhares de pessoas sofrendo os mais diversos tipos de obsessão espiritual e agindo como se fossem verdadeiros luminares terrestres, pensando estarem a ajudar a humanidade a ser mais feliz. Nem desconfiam elas que estão caminhando a passos lentos, porém contínuos, para o abismo da escuridão e do controle total de suas vidas.
O processo obsessivo é elaborado por mentes muito poderosas e muito inteligentes. Não se trata de uma ação sem planejamento ou cuidado específico. Ao contrário do que muitos pensam, nem sempre o ataque se dá devido a uma inimizade entre dois seres, mas sim, pela decisão de poderosos chefes tenebrosos do mundo astral, inconformados com alguma causa coletiva ou revoltados com o comportamento de algum dos seus (ex) subordinados.

Vale dizer que no ataque obsessivo é muito difícil uma ação direta do chefe. Ele sempre incumbe seus comandados a realizarem o serviço. Entre esses comandados estão os demolidores; seres altamente malígnos e especialistas em destruir por completo a vida do indivíduo. Ter um desses na sua vida já é um problema, imagine dois ou mais. Nos casos de obsessão complexa, há sempre mais de uma entidade demolidora.

Toda obsessão tem uma razão de ser e um objetivo a ser alcançado. Os motivos para tal influenciação são tantos que não caberiam neste artigo. É importante alertar, portanto, que nossas vidas estão vulneráveis a todas as ações das mentes astrais; e mesmo estudiosos ou cuidadosos esoteristas e religiosos sofrem tais ataques para que não consigam exercer a sua missão original.

Os ataques obsessivos, os quais estamos acostumados a ver em casa ou nas relações sociais, estão, na sua maioria, ligados ao castigo de desertores, infrataores ou incompetentes na visão de seus antigos chefes. Casos de loucura, de possessão ou influenciação direta são típicos de pessoas cujo comportamento não agradou aos comandantes das legiões trevosas. Em todos os casos, as pessoas são levadas (enquanto dormem) para bases secretas no mundo astral a fim de sofrerem torturas mentais e emocionais indizíveis aos nossos padrões humanóides.

No interior das bases (que mais parecem quarteis militares), as pessoas desdobradas passam por reprogramação mental, colocação de implantes, recebem marcas, selos ou símbolos e ficam com entidades coladas a seus corpos fluidicos a fim de provocar nelas toda sorte de transtornos, dores emocionais e sofrimentos no dia a dia.

O projeto obsessivo engendrado visa a tirar da pessoa-alvo tudo que lhe faça feliz. Por exemplo: amigos, família, lazer, emprego, etc. Dessa forma, o obsediado vai se isolando e perdendo contato com a realidade. Normalmente, o resultado final desse processo é a morte física. Isso não significa, entretanto, que no mundo astral a obsessão seja cessada. Pelo contrário, na maioria das vezes ela fica pior, já que o corpo físico serve como uma capa de proteção contra os fluidos astrais. Uma vez fora dele, tudo se potenciliza sobre o indivíduo, principalmente a força das mentes malígnas contra ele.
Outra forma bem comum de ataque obsessivo espiritual é a inoculação de pensamentos ruins nas outras pessoas em relação ao obsediado. Ou seja, a criatura passa a ser mal vista, odiada ou constantemente envolvida em confusões, perdas e humilhações, para que o mundo a despreze tanto espiritual quanto socialmente. Assim, ela se torna alvo de fofocas, intrigas, calúnias, difamações, mesmo sem ter dado razão para aquilo. Seus objetivos de vida perdem, também, total razão de ser e tudo fica mais difícil para ela conseguir materialmente.

Nos casos obsessivos mais graves, costuma haver a implantação de ovóides (no corpo astral: em simetria com a cabeça, as costas ou o umbigo da pessoa). Estes ovóides sugam paulatinamente as energias da vítima, fazendo-a sentir-se fraca e exaurida, sem ânimo e sem forças até para continuar vivendo. Mesmo depois da morte física, o obsediado ainda continua com o ovóide, que pode permancer até por milênios grudado no corpo fluídico do indivíduo como se fosse um parasita. Com o tempo, a retirada dessa ferramenta (normalmente alienígena) fica extremamente difícil, pois ela já absorveu tudo o que podia do ser parasitado e uniu-se energetica e organicamente a ele.
Através de aparelhos, agulhas e outros artefatos, os obsessores podem controlar suas vítimas à distância e inserir em suas mentes as mais diversas sugestões. Quando a pessoa é "fraca de espírito", costuma ceder facilmente aos seus "senhores", agindo sem sequer desconfiar que aqueles não são seus reais pensamentos e desejos, mas sim, de mentes poderosas as quais têm absoluta informação de tudo o que o ela pensa, deseja ou projeta.

Por mais que oremos e vigiemos não estamos livres de sermos obsediados. Antes de sofremos tal revés, nossos inimigos nos estudam milimetricamente, buscando identificar todas as nossas fraquezas morais e emocionais para, com isso, elaborarem o seu plano de ação contra a nossas vidas. Dessa forma, quando alguém passa a ser obsediado, os autores do processo já sabiam exatamente quando, como e onde agir. Às vezes leva apenas alguns anos; outras vezes, passa por diversas existências.

É preciso que os estudiosos espiritualistas deixem de lado o sectarismo religioso e busquem aprofundar o seu conhecimento sobre como se processam os ataques obsessivos. Não se pode achar que a verdade está apenas naquilo classificado por Kardec nos anos de 1800. Estamos no século XXI e as possibilidades são outras. A capacidade de compreensão da humanidade também aumentou, e já é hora de muitos humanos saberem verdadeiramente o quanto, e como, são atacados neste planeta.
Autor: Gesiel Albuquerque