quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Ação e Omissão, do ponto de vista espiritual.

Muita gente pensa que os resultados dos erros ou acertos em nossas vidas é proveniente apenas das atitudes de cada um. É fácil ouvir pessoas alertando a outras que o sofrimento é resultado de suas ações. É algo parecido com a ideia do karma, tão propagada por alguns meios espiritualistas.

O que poucas pessoas se dão conta é que a omissão é tão importante quanto a ação. Ou seja, em muitos casos, o fato de se omitir perante uma determinada situação gera efeitos tão desastrosos quanto a própria condição de fazer algo. Às vezes, quem se omite é muito mais culpado do que quem faz. E a isso, pouca gente dá atenção.

Suponha o seguinte: um indivíduo é contratado para matar alguém e sai à sua procura. Lá pelas tantas, consegue achar a pessoa e inicia a sua tentativa. Um policial que faz um lanche perto dali, observa o sujeito agindo de forma estranha e percebe que ele vai atacar alguém. No entanto, resolve continuar comendo e a jogar conversa fora com o dono da lanchonete. O matador então consegue realizar o seu objetivo.

Pergunta-se: o policial matou alguém? Não. Ele é culpado pela morte ocorrida? Sim. Por quê? Porque ele se omitiu, foi negligente, sem ação.

Essa é uma demonstração muito banal da realidade dos fatos. Milhares de outras situações podem servir de exemplo. A intenção é apenas a de mostrar que a omissão é tão perigosa quanto a ação. Aliás, do ponto de vista legal, a omissão é crime.

Portanto, não pensem que, tendo conhecimento de uma situação em que poderiam intervir, estariam livres da culpa, pois isso não é verdade. Quem não age, devendo ter agido, se responsabiliza tanto quanto quem agiu. Isso se aplica às questões espirituais. No obra da criação ninguém está isento. Ninguém. Lembrem-se disso.

Autor: Gesiel Albuquerque