terça-feira, 30 de novembro de 2010

A obsessão espiritual 1

A humanidade convive com conflitos existenciais e dúvidas difíceis, ou impossíveis, de serem solucionadas. Cada um de nós se pergunta, ou já deve ter se perguntado, sobre o que está fazendo na Terra, de onde veio e para onde vai. Ninguém pode dizer que possui a resposta. Alguém poderá até falar algo para lhe servir de consolo, mas tal consolo não significará a resposta geral e verdadeira para todos.

Um dos nossos maiores medos, certamente, é o de morrer, pois não se sabe o que nos espera do outro lado; e se, ao menos, há o outro lado. O fato é: em busca das respostas, sempre nos envolvemos com ordens ou assumimos pactos, conscientes ou inconscientemente, tentando nos proteger desse mar revolto e desconhecido chamado existência.

Por causa da assunção de pactos, nos comprometemos com seres e fraternidades nada preocupadas com a liberdade dos humanos. Pelo contrário, elas querem manter a todos na incapacidade de explorar o seu "oceano existencial" para não descobrirmos outras formas mais dignas de melhor navegarmos através dele.

Ao longo desse processo, estabelecemos conexões inexoráveis, fortalecidas pelos acordos, em troca de favores e de ajudas para, em troca, oferecemos os nossos serviços astrais no controle e na ilusão instituída sobre toda a humanidade.

A coisa se processa mais ou menos assim: se somos influentes na 3d (vida material), contribuímos para a manutenção ou o reforço do status quo do apego aos prazeres e à ilusão de fazermos parte apenas dessa existência material. Se somos pouco influentes, servimos de instrumentos mais rudes (de pouca importância hierárquica) para a execução dos planos das trevas através do fomento à violência, ao pavor, à insegurança, aos desejos mórbidos, etc.
Autor: Gesiel Albuquerque

A obsessão espiritual 2

Estou falando de um processo que leva milhões de anos terrestres para se concretizar e outros milhões para ser mantido. Quando desejamos sair desse contexto e partimos para a descoberta de outras realidades que nos façam mais felizes, os nossos “donos” se voltam contra nós de maneira absurdamente odiosa, querendo destruir todo e qualquer projeto ou conquistas pessoais. E nisso, eles são hábeis. Produzem sofrimento como ninguém.Dessa forma, se instala o conhecido “processo obsessivo”.

Quero dizer com tudo isso que a obsessão é muito mais do que uma simples influenciação espiritual ou ataques de outros seres rivais. Pasmem! As piores e mais graves obsessões se dão dentro da própria família (de sangue, ou não). Isto é, o seu maior inimigo nunca foi seu rival direto, mas sim, o seu melhor amigo ou irmão, ou pai, ou mãe, irmãos de fraternidades religiosas, ou até você mesmo em outras dimensões.

Dificilmente um rival ataca outro sem conhecer com clareza as as fraquezas do seu inimigo. Quem nos ataca são os que nos conhecem a fundo, sabem dos nossos pontos fracos e como nos rastrear. Então, se você sofre com obsessão espiritual, saiba que este, ou esta obsessora é ou já foi muito próximo a você. Por isso lhe derrota com tanta facilidade.

Claro que estou falando de um processo em linhas gerais. Há casos e casos. Entretanto, o que se dá, na maior parte das vezes é a perseguição implacável de alguém próximo, indignado, ofendido, humilhado, orgulhoso ou prepotente, determinado a destruir aquele que um dia lhe foi, ou ainda lhe é, muito caro.

Saibam de outra coisa. A perseguição astral pode ser iniciada por uma razão muito grave ou por um motivo banal, alimentado pela inveja e pelo medo da perda e da derrota. Você pode estar sofrendo obsessão astral sem nunca ter mexido num fio de cabelo do seu algoz. Ou seja, basta que ele se sinta incomodado ou ofendido pelas suas atitudes ou pelos seus projetos pessoais. Ou ainda, ache você maior/melhor/mais poderoso do que ele, e o processo se iniciará sem previsão para terminar.

Deixe de pensar que sofre por merecer. Deixe de pensar no seu algoz como alguém a cobrar uma dívida sua para com ele: a dívida pode ser dele para com você. Imagine-se um prisioneiro de guerra e você entenderá melhor a minha explanação.
Autor: Gesiel Albuquerque