sábado, 26 de fevereiro de 2011

Tenha fé


Alma amiga e boa, tua fé te guia, salva e perdoa. Tudo tem o seu propósito de ser, inclusive a tua missão neste orbe, conectado à dimensão do sofrimento. Não podes perder a crença no teu deus e naquele que em ti habita, que te guiam pelas sendas do caminho, orientando-te à verdadeira liberdade.

Amiga alma, tua ações são únicas e transformadoras por onde quer que vás. Como sabes, não somos imunes às intempéries da vida; não estamos isentos dos compromissos, e nem impunes em nossos atos: tudo tem o seu preço. Cabe-nos escolher.

É neste momento que determinamos o caminho a seguir, pois ao escolhermos, manifestamos processos genéticos alojados na programação da nossa alma, que nos direcionam às conquistas exitosas, personificadas no amor, na paz, na liberdade e na integração com o nosso criador; ou à aquisição de compromissos sofríveis, difíceis de ser removidos em pouco tempo.

Tenha fé, alma boa, não te entregues aos perigos da estrada, e nem deixe de confiar no que está além do horizonte. Siga com decisão forte e consciênte de que, ao chegar, terás o merecido descanso e a necessária recompensa.

Canalização: Gesiel Albuquerque

Paulo Coelho (I)


Nosso inimigo só entra na luta porque sabe que pode nos atingir. Exatamente naquele ponto onde nosso orgulho nos fez crer que éramos invencíveis. Durante a luta estamos sempre procurando defender nosso lado fraco, enquanto o inimigo golpeia o lado desguarnecido – aquele em que nós temos mais confiança. E terminamos derrotados porque acontece aquilo que não podia nunca acontecer: deixar que o inimigo escolha a maneira de lutar.

O inimigo está ali para testar nossa mão, nossa vontade, o manejo da espada. Foi colocado em nossas vidas – e nós na vida dele – com um propósito. Este propósito tem que ser satisfeito. Por isso, fugir da luta é o pior que pode nos acontecer. É pior do que perder a luta, porque na derrota sempre podemos aprender alguma coisa, mas na fuga, tudo que conseguimos é declarar a vitória de nosso Inimigo.

Autor: Paulo Coelho