segunda-feira, 25 de abril de 2011

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Este blog é muito visitado. Porém, será que, entre tantos artigos, nenhum provoca o leitor a dizer o que pensa? Esta omissão serve para você não discutir temas polêmicos?

Fases da vida e a espiritualidade

Nascer, crescer e morrer: numa visão, também, espiritualista, trata-se de três fases distintas da existência humana, cujas nuances podem ser diversas, dependendo de como conduzimos os processos envolvendo nossas decisões. Durante a infância, a participação dos pais se torna marcante sobre como iremos pautar as nossas atitudes e maneira de encarar a vida. Algumas crianças costumam aprender com os erros dos outros para não mais repeti-los. Outros, no entanto, nem se tocam para o aprendizado que podem absorver das experiências alheias, e assim continuam a agir pelo resto de suas vidas. Autor: Gesiel Albuquerque


Jovens e adolescentes costumam errar muito, pois esta é a fase em que se encontra um turbilhão de agitações orgânicas e psicológicas com grandes efusões, nem sempre controladas. Como conseqüência, algumas pessoas apresentam quadros estranhos relacionados ao isolamento, à depressão ou à fuga da vida. É neste momento que nos tornamos mais frágeis e fáceis de sermos manipulados tanto por consciências encarnadas quanto por aquelas desencarnadas.

Quando os dramas da infância e da adolescência não são totalmente resolvidos, a fase adulta tende a ser problemática. Talvez por isso não seja difícil encontrar tantos pais e mães violentos ou estressados; ou ainda, amigos tensos e mórbidos. Boa parte destes efeitos possui causa na primeira jornada da vida terrena. Atrelados a isso, está o nosso arcabouço espiritual como viajantes estelares provenientes de vários mundos bastantes diferentes do planeta Terra. Destes lugares, trazemos amigos e muitos inimigos; traumas e muitas realizações exitosas; conquistas e muitas derrotas. Agora, imagine tudo isso conturbando a mente de uma pessoa de pouco mais de 12 ou 16 anos.

Ao escrever sobre isso, não pretendo dar resposta a nenhum sofrimento (até porque, não sou psicólogo), mas tentar mostrar que, por sermos seres espirituais vivendo experiências físicas, estamos confinados a uma espécie de realidade cruel na qual nos são retirados os nossos principais "poderes", isto é, as nossas lembranças e a noção de sabermos quem, ou o que, somos de fato. Caros amigos, a situação não é fácil!

Voltando à fase adulta, é nesse etapa em que se solidificam as crenças e valores ético-morais e ganha-se maior habilidade para lidar com as intempéries do destino. Quando adultos, costuma-se buscar a realização dos sonhos e desejos, muitas vezes alentados durante a infância e adolescência, porém nunca postos em prática. Aí entra a questão da ética e da moral: é nessa hora que muita gente fraqueja e se entrega à corrupção dos seus valores, sentimentos e limites, na tentativa de alcançar os seus objetivos, não importando os meios pelos quais eles serão atingidos. Isto é: "os fins justicariam os meios". (teoria de Maquiavel)

É ainda na fase adulta que os processos obsessivos (psicológicos e espirtuais) se tornam ainda mais críticos, porque muitos obsediados pensam não existir solução para o seu problema e costumam se entregar por inteiro ao fracasso, chegando, muitas vezes, a se matarem. É nesse período, também, que muitos se entregam, com mais ardor, aos cultos, rituais mágicos e religiosidade, associando-se a forças supostamente iluminadas, porém, na verdade, tenebrosas. Se observarmos com mais atenção, a vida costuma se repetir, alternando momentos de equilíbrios e desequilíbrios, alegrias e sofrimentos.

Na prática, a verdadeira busca de todo ser humano neste planeta é pelo equilíbrio (em qualquer grau ou situação) e pelo bem-estar. Na maioria das vezes, não se alcança nem um nem o outro. Basicamente, as ações e reações giram em torno dessa perspectiva. Não estou sendo, entretanto, reducionista e nem quero dizer que a vida se limita a apenas isso, mas o foco do universo é nos provocar a buscar um determinado estado homeostático, e cada indivíduo tem o seu.

Ao entrar na terceira idade (velhice), as pessoas já se preparam para enfrentar limitações orgânicas e motoras as quais vão se agravando à medida que a idade avança. Trata-se de mais um desafio ao espírito encarnado para se manter firme no corpo físico e lutar por uma maior permanência no planeta. Isso, contudo, não é ruim, mas limita a visão consciencial do indivíduo viajante das estrelas. Ou seja, nunca devemos nos esquecer que somos mais do que um corpo físico envelhecendo inexoravelmente, somos muito mais, somos seres astrais eternos.

Morrer é um verbo forte para a nossa cultura porque nós, ocidentais, não sabemos lidar habilmente com a morte, já que a mesma, para alguns, envolve perdas emocionais e afetivas muito profundas. No entanto, quando soubermos lidar com a morte como um fato natural e impreterível, poderemos, possivelmente, aceitá-la não apenas como uma perda ou trauma, mas sim, como uma transição entre realidades: sairemos de uma dimensão (física) e partiremos para outra (sutil, energética).

Curiosamente, ao transcedermos para outra dimensão, seremos mais livres do que na 3D. Pois, na dimensão astral, as entidades podem ver, sentir, ouvir e, em alguns momentos, interagir com os que ficaram no corpo físico. E por que isso acontece? Porque estaríamos a exercer a nossa verdadeira condição existencial: a de seres fluídico-energéticos, animados por uma mente infinita. Neste processo, nascer, crescer e morrer perdem o sentido temporal-linear e se incorporam a uma única realidade, a qual demonstra que nossas identidades e consciência de permanência, ou de manifestação, estão ratificadas no eterno agora, e dele nunca sairemos.

Enxergar-se assim favorece ao ser humano uma análise mais apurada das experiências pelas quais ele tem passado ou está enfrentando. A noção de sofrimento, como tem sido ensinada pelas religiões e seitas, perde o seu caráter restritivo e, em alguns casos, punitivo, para ganhar amplidão sobre o entendimento das nossas (inter) relações com cada ser do universo criado pela Grande Mente Cósmica. Nesta relação, estão as formas como agimos uns com os outros e como tratamos a fauna e a flora, as águas e o solo. Tudo está sutilmente imbricado e quando mexemos com algo, automaticamente, influenciamos a realidade do outro.