Depressão

A depressão é uma doença mais perigosa do que se imagina e menos estudada do que poderia ser. As causas do processo depressivo podem ser diversas; porém, eu as divido em dois quadros distintos: orgânico e espiritual.

O quadro depressivo orgânico refere-se a algumas disfunções dos órgãos do corpo humano, principalmente, aquelas ligadas ao desempenho do cérebro ou do sistema nervoso central. Esse tipo de depressão tem causas detectáveis através de exames clínicos e pode ser tratada com medicamentos neuroativadores ou neuroinibidores.

O médico norteamericano Michael Posternak (2004) afirma não existir uma causa exata para o surgimento da depressão. Para ele, a ciência médica culpa o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Este pesquisador instrui que para se constatar o estado depressivo de um paciente, dentre outros fatores, deve-se verificar se ele sente tristeza na maior parte do dia, quase todos os dias, e se ele não demonstra o mesmo prazer, ou interesse, pelas atividades anteriormente apreciadas.

Segundo dr. Michael, o indivíduo deprimido passa a ter sentimentos de desesperança, menospreza-se como pessoa, culpando-se pela doença ou pelo problema dos outros, além de sentir-se um peso morto para todos. O alerta principal deste renomado cientista é que, uma vez instalado o processo mórbido, de imediato, ou com o passar do tempo, surgem pensamentos de suicídio.

Quando esta doença tem causas médicas, é mais fácil tratá-la, pois existem remédios de razoável eficiência contra as desorganizações neuro-orgânicas. Nem sempre a cura acontece, porém os sintomas diminuem sensivelmente e a pessoa pode ter uma vida relativamente tranquila, desde que conitnue com a medicação legalmente prescrita.

No quadro espiritual, boa parte dos casos está ligada a um desequilíbrio energético no alma. Por isso, é tão difícil detectar as causas e combatê-las com a profilaxia adequada. A medicina ainda não tem respostas para este dilema humano porque seu objeto de pesquisa é apenas o corpo físico, e nada mais.

De acordo com o médico espírita Wilson Ayub Lopes, esta constrição energético-emocional provoca perda de energia vital do organismo e desvitaliza a alma, fazendo-a perder sintonia com sua força divina. Para Lopes, o indivíduo depressivo não se arma com sentimento elevado de auto-estima e afasta-se da fonte inesgotável do amor divino, fechando-se em seus problemas e mágoas em um ambiente vibracional negativo, que dificulta a cura. Com isso, gasta sua energia, improdutivamente, sem utilizar o seu potencial para desenvolver habilidades e viver plenamente as experiências e desafios da vida. Ele passa, também a desperdiçar suas forças nos sentimentos de auto-compaixão, tristeza e lamentações infrutíferas.

Algumas pessoas têm problemas depressivos desde a infância (entre 10 e 12 anos), o que, em si, configura-se como uma incongruência, já que as crianças, em tese, não têm motivos para se deprimirem. A depressão causada por fatores esprituais não tem a ver com idade, sexo ou condição social; e sim, com nossos inimigos desencarnados e nossas associações às diversas organizações no mundo etéreo.

Conheço inúmeras pessoas estabilizadas financeiramente, mas estranhamente infelizes e, em vários momentos, apresentarem crises agudíssimas de tristeza, vazio na alma e vontade de morrer, sem qualquer motivo plausível, do ponto de vista médico. Na prática, tal estado mórbido não deveria acontecer, pois homens e mulheres favorecidos materialmente podem dispor de mais prazeres da vida; como viagens, passeios, luxo, conforto, compras sofisticadas, entre outros. Estes prazeres distraem as mentes e os corpos, levando o ser humano abastado a sentir-se parte de um padrão de vida considerado normal.

Esta situação inibidora das emoções só ganha força quando as várias conexões dimensionais estão ativas em nós, influenciando o presente, com suporte no passado e estragando o nosso futuro. Portanto, os maiores responsáveis pelos estados sériamente depressivos somos nós próprios, porque os obsessores só conseguem nos oprimir e danificar as nossas estruturas emocionais quando encontram, na arquitetura das nossas consciências, diversas "falhas de projeto", as quais lhes possibilitam implodir o nosso edifício espiritual sem culpa ou remorso.

Livrar-se do estado depressivo, provocado por fatores neuro-orgânicos, é bem mais fácil do que se libertar desta doença quando está alojada na alma. Esta útlima condição pode durar uma, duas ou várias vidas, impiedosamente, a torturar as nossas lógicas e razões para viver. Mas volto a falar: somos os maiores responsáveis pelo nosso fracasso. Isto é, se não fossem as nossas brechas (pactos e conexões) morais, éticas, espirituais e emocionais, os implantes, entidades ou ataques de magia não teriam tanto quantum de destruição contra nós. Há inúmeros casos em que o indivíduo deprimido não suporta tamanho sofrimento e se mata; geralmente, por autoenforcamento, ingestão de veneno ou tiro na cabeça.

Quais são as possíveis causas de um quadro depressivo espiritual? Bem, são inúmeras, variando desde os ataques de entidades até a própria condição do adoentado (exemplo: iniciações em magia negra, acordos, votos, etc.). Seguem algumas. Tome nota:

a) Implantes programados para deprimir as emoções, o pensamento, a vontade e debilitar o organismo astral;
b) Cascões fixados nos corpos energéticos, a fim de sugar as energias vitais do ser;
c) Obsessões espirituais (ataques de criaturas do mundo astral);
d) Sugestões telepáticas de criaturas do submundo (elementais, magos negros, aliens, etc.);
e) Iniciações da própria pessoa em magia negra (passadas e atuais), causando-lhe reflexos emocionais e mentais;
f) Rituais de magia fortalecidos no ódio, na inveja e no ciume contra a pessoa;
g) Imantação de ovóides no corpo astral, realizada por magos negros e ETs zetas.

Como se libertar deste quadro mórbido opressor?

Libertar-se da melancolia depressiva, causada por obsessões astrais e implantes, é tarefa árdua e demorada. No entanto, não custa tentar vencer as sensações de desconexão e vazio através de práticas esportivas, caminhadas, atividades profissionais ou leitura edificante. A propósito, reconhecer a possível baixa auto-estima e lutar para soerguê-la, através de auto-sugestões, significa um bom início. Procure ajuda espiritual de pessoas e entidades sérias; desconfie dos dogmas e tentativas de lavagem cerebral.

Eu sei que não é tão fácil, mas se você ficar preso a este conceito de dificuldade, nunca se libertará. Tal situação é semelhante a alguém parado na frente de um muro alto e instável; enquanto esta pessoa não se conscientizar da urgência em transpor aquele paredão e seguir a sua caminhada, permanecerá sem ação, achando-o intransponível. A vida, entretanto, manterá o seu fluxo; e o muro continuará ali, servindo de obstáculo perigoso, para ela.

Autor: Gesiel Albuquerque

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