A indeterminação Quântica

Embora concordando com Einstein que a atual física quântica, da forma como está estruturada, deixa de nos dar uma explicação adequada do mundo material de nosso dia-a-dia, minha tendência pessoal é adotar a visão de Bohr—Heisenberg a respeito da indeterminação; isto é, quero defender a visão de que o fundamento mesmo da realidade é um labirinto móvel e indeterminado de probabilidades.

A razão para esta minha tendência virá mais adiante quando discutirmos natureza da consciência e sua relação com a física quântica. O funcionamento de nossa própria mente poderá fornecer uma chave para a natureza fundamental da realidade.

Por enquanto, a indeterminação quântica é, no mínimo, uma maneira metafórica muito poderosa para se perceber a realidade. Ao nível do cotidiano podemos ver o princípio da incerteza e o da complementaridade — a dualidade onda—partícula —como algo que nos oferece a chance de escolher entre diversas maneiras de se enxergar um mesmo sistema.

Por exemplo, podemos pensar nas ondas como gigantescas ondulações na superfície do mar ou podemos pensar nelas como certa quantidade de "partículas" (moléculas) de água. Podemos pensar numa nação como uma entidade viva com características próprias, etnia e história, ou podemos dividi-la em cidadesseparadas, prédios distintos, pessoas distintas.

Autora: Dana Zohar
Livro: O ser quântico

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