Sargento Alves: um heroi não reconhecido como devia

 
O Sargento Alves recebeu promoção por bravura, indo de terceiro para segundo na hierarquia sargentícia. Tenho uma pergunta para o governador do Rio, Sergio Cabral. Por ter conseguido evitar um massacre ainda mais aterrorizador, o policial merece apenas uma divisa sobre a sua insígnia? Sinceramente, acho muito pouco para um heroi.

A meu ver, o Alves merecia ser promovido a sub-tenente e ter o direito de cursar academia de oficiais. No oficialato, tenho certeza que o militar daria lições de dignidade, bravura e combate sério. Penso ainda, que ele merece tal reconhecimento, porque na história da humanidade, poucos agiram com tamanha bravura em favor da vida. Em muitos episódios históricos, muitos foram bravos, porém, em prol da carnificina. Vide a guerra do Brasil, e aliados, contra o Paraguai.

Enquanto o atirador macabro recebia todas as "homenagens" das televisões e, inclusive, das páginas da internet, tendo seu nome pronunciado, ou escrito, a cada 10 segundos, o então teceiro-sargento Márcio Alexandre Alves e os cabos Denilson Francisco de Paula e Ednei Feliciano da Silva passavam quase despercebidos da grande mídia, apesar da importância do seu feito para os brasileiros e para humanidade.

Na última semana, o matador foi mais falado, mais pesquisado, mas citado e mais assistido do que muitas celebridades. É preciso rever essa paixão da imprensa pelo tema violência. Enquanto isso, os reais merecedores dos holofotes não tiveram a atenção merecida. Lamentável!

Peço ao Cabral e ao comandante da PM carioca que revejam esta promoção, melhorando-a, dando ao sargento o seu verdadeiro valor. Há tantos soldados não merecedores das patentes que ostentam! A mais, o sargento estaria elevando o nome da polícia militar do Rio de Janeiro, tão vilipendiada por alguns maus policiais.

Estendo o meu pedido pelos cabos que participaram da operação.

Autor: Gesiel Albuquerque

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